A percepção que tive acerca da mães senegalesas é que elas parecem ser mais independentes do que as mães brasileiras, ao menos as brasileiras de classe média. A maternidade não perece ter lhes tirado o "direito de ir e vir". Elas trabalham e transitam pelas ruas atribuladas de Dakar sem que a presença de seus filhos restrinja seus movimentos e suas possibilidades de ação. Digo isto porque observei inúmeras mulheres carregando seus filhos nas costas, amarrados por panos e tecidos de cores e estampados lindíssimos em diversas situações do cotidiano desta cidade. Contrariamente, tenho observado entre as mães brasileiras de classe média um certo "aprisionamento" ao lar, decorrente das necessidades construídas pelo seu contexto social, inegavelmente influenciado por cientificismos - em relação aos cuidados destinados ao bebê.
Que é ser mulher? Que é ser mãe? E se eu não quiser ser mãe? Estou envelhecendo, como me encaixo numa sociedade que valoriza demasiadamente a juventude? Alguns desses questionamentos nos acompanham ao longo de nossas vidas e a angústia por não corresponder aos padrões sociais da “normalidade” - como ser a mãe ideal, como sustentar a opção de não ser mãe, ou a opção de adotar uma criança, como envelhecer “bem” - podem nos imobilizar. Dizer não ao que imobiliza é dizer sim a outras possibilidades.
Parabéns pela iniciativa Sarinha!!
ResponderExcluirAmei seu blog!!!
bjs
Sara, que legal sua iniciativa. Beijo grande.
ResponderExcluirObrigada, minhas amigas queridas!
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