Que é ser mulher? Que é ser mãe? E se eu não quiser ser mãe? Estou envelhecendo, como me encaixo numa sociedade que valoriza demasiadamente a juventude? Alguns desses questionamentos nos acompanham ao longo de nossas vidas e a angústia por não corresponder aos padrões sociais da “normalidade” - como ser a mãe ideal, como sustentar a opção de não ser mãe, ou a opção de adotar uma criança, como envelhecer “bem” - podem nos imobilizar. Dizer não ao que imobiliza é dizer sim a outras possibilidades.

domingo, 27 de novembro de 2011

Não-maternidade voluntária: a opção por não ter filhos



E foi assim que Simanca traduziu em charge a não-maternidade.
Talvez o termo não-maternidade voluntária não seja familiar para a grande maioria das pessoas. O fato é que vem crescendo no Brasil, embora de forma discreta, o número de mulheres que optaram por não ter filhos. As mulheres que participaram da revolução sexual nos anos de 1960 e 1970, contexto de surgimento da pílula anticoncepcional, das reivindicações do feminismo, do flower power e etc. são as que vislumbraram -  em nosso contexto cultural - pela primeira vez a maternidade como opção, e não como destino. Este tema foi o que investiguei em minha dissertação de mestrado, concluída e defendida no ano de 2010. Embora em outros países, como os da Europa, os Estados Unidos, Japão etc.a presença de mulheres que optaram por não ter filhos seja maior, em todos os contextos culturais citados, o preconceito contra as pessoas que optam por não ter filhos, especialmente as mulheres, é marcante. Vide minha dissertação de mestrado, intitulada "Significados de maternidade para mulheres que não querem ter filhos", defendida em 2010, no Instituto de Psicologia da Universidade Federal da Bahia. 
Algum de vocês, homem ou mulher, já pensou em não ter filhos? Como foi a reação das pessoas?

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